Medo da Câmera: Supere este monstro de uma vez por todas

Medo da Câmera: Supere este monstro de uma vez por todas
8 de outubro de 2013 Vitor Alli

É impressionante como a câmera consegue intimidar tantas pessoas.

Mas, sendo muito sincero com você, na maioria das vezes as insegurancas que assombram grande parte dos que se aventuram em gravar vídeos acabam sendo as mesmas.

Você se sente feio, desarticulado, duro, artificial, com voz irritante, pode vir a gaguejar ou simplesmente ficar nervoso e travar. Mas e se eu dissesse a você que essa situação é mais comum do que se imagina?

Calma que não é patológico e tem solução. Não ache que isso só acontece com você ou com quem é tímido.

O Medo da Câmera é resultado de uma série de fatores que vamos conhecer a partir de agora.

Acontece que ao longo de toda uma vida a gente é incitado a acreditar em falsas verdades sobre a produção de vídeos. Essas inverdades geram medos e sensações que nos afastam gradativamente da vontade de produzir.

Desde já, peço para que leia também o post sobre os 3 Piores Mitos da Produção de Vídeos porque ele complementa o conteúdo deste texto.

Geralmente os fatores que nos levam ao Medo da Câmera estão relacionados à:

Com a leitura deste post você vai entender mais sobre:

  • A relação da timidez com a produção de vídeos;
  • De onde vem o Medo da Câmera; e
  • Como começar a superar este problema.

 

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O Medo da Câmera: o que você precisa saber

Preciso começar este texto fazendo com que você saiba desde já que o que nos traz uma má performance frente às câmeras é não ter a consciência de como a nossa imagem funciona no vídeo.

É uma afirmação muito contundente, eu sei. Mas leve isso em consideração daqui para a frente.

O que sempre notei nas pessoas ao longo de todo o meu trabalho é que o desconforto na hora de gravar geralmente é fruto de uma falta de confiança.

Uma falta de confiança no fato de que a imagem pode ser controlada.

Para muitos, no vídeo, tudo parece ser apenas como é e pronto. Ou seja, não existe a possibilidade de modificar elementos para obter melhores resultados porque simplesmente a imagem é como é.

Por não conhecermos efetivamente as ferramentas que os nossos corpo, equipamento, conteúdo e voz podem oferecer, acabamos passando por grandes frustrações. Os primeiros vídeos geralmente ficam longe de ser o que esperávamos.

É difícil confiar numa imagem que não agrada. Mas para fazê-la agradar, é preciso, sim, obter controle sobre ela.

O Medo da Câmera vem, portanto, por não acreditarmos na possibilidade deste controle.

Para complementar essa inseguranca, há também os mitos que as pessoas empregam genérica e aleatoriamente à produção de vídeos.

Esses mitos nos fazem acreditar que não temos como superar a barreira da falta de conhecimento.

Eles projetam a crença que o processo para obtenção de uma boa imagem em vídeo passa por qualidades inatas, as quais não podemos adquirir.

Às vezes, eles nos fazem acreditar que o vídeo é uma instituição mágica, que mostra mais do que deveria.

Ou fazem com que algumas pessoas simplifiquem as dificuldades em níveis absurdos, alegando que são feias, com vozes irritantes e que nada poderiam fazer para melhorar suas imagens na tela (a não ser uma boa dieta, uma fono e umas plásticas…).

Livre-se dessas crencas já! Esses mitos precisam ser quebrados para ontem porque alimentam maus hábitos e falsas percepcçõs.

>> Falamos mais disto aqui, no post sobre os 3 Mitos da Producao de Vídeos <<

Portanto, a questão não passa apenas por “como a gente se comporta PARA a câmera” mas também por “como a gente se comporta COM a câmera”.

 

Medo da Câmera: Timidez

Timidez enquanto sensação

Na maioria dos casos, essa mistura de sentimentos de impotência frente às câmeras aliada às falsas crenças desembocam no que comumente as pessoas chamam de timidez.

Isso mesmo: muitas vezes a Timidez é apenas um bode expiatório para a falta de consciência das ferramentas de controle da imagem.

O que quero dizer é que, na maioria dos casos que eu acompanhei de perto, existiu na verdade uma sensação de timidez que foi confundida com uma característica da personalidade.

Que fique claro: eu não estou dizendo que a timidez não se relaciona com o medo da câmera. Digo, sim, que o que acontece é que muitas vezes a timidez enquanto qualidade da personalidade do indivíduo não é a principal responsável pelo medo da câmera.

Isto fica nítido quando percebemos que há pessoas altamente extrovertidas, ou que lidam com público diariamente, e ainda assim travam na hora de gravar.

Nos inúmeros SETs de filmagem que acompanhei, não importava a profissão; no geral, os iniciantes tinham muito medo da câmera. Isso inclui profissionais acostumados com o público.

Até professores, acostumados a falar para grandes turmas com técnicas de oratória. Muitos deles, só de pensar em serem filmados, parecem perder toda a espontaneidade que têm em sala de aula.

Pessoas em altos cargos corporativos também. Estes são os que mais vi a câmera intimidar. E olha que eles estão acostumados a liderar as equipes, a falar frente a centenas de funcionários, que exigem transparência, atuam em grandes eventos, reuniões, precisam motivar pessoas, passar confiança.

Mas a câmera é implacável. Toda a segurança se esvai em suor e sentimentos de impotência.

E não para por aí. Muitas pessoas não acreditam, mas são incontáveis os atores que eu já vi ficarem perdidos em frente à câmera.

Isso mesmo: Atores. Eles, que estão acostumados a palcos, a serem assistidos por centenas de pessoas, ao vivo, que são conhecidos pela falta de timidez. Eles mesmos!

Entende agora o poder da câmera? Apesar de ser uma caixa pequenina, amedronta muita gente grande.

Mas por que será que isso acontece? Essas pessoas que eu listei não são tímidas. O que as faz travar tanto quanto eu?

Repare que o set de filmagem é área desconhecida pelo ator, pelo professor, pelo líder corporativo. Quando a gente se sente confortável com o meio, quando a gente sabe o que está acontecendo com a nossa imagem, quando a gente controla o que está sendo produzido, a gente se sente melhor.

É comum notarmos uma diminuição da timidez quando estamos entre amigos, em lugares que conhecemos bem. A timidez tende a cair quando estamos confortáveis com o meio, ou seja, quando temos maior confiança em relação à situação pela qual estamos passando.

Por isso, quanto mais conhecemos o meio, as pessoas e os processos, menos tímidos nos sentimos. Ou seja, existe uma timidez que não é baseada em condições imutáveis da nossa personalidade, mas simplesmente com a condição humana, com a necessidade de proteção.

Perceba que este tipo de timidez é facilmente resolvido com conhecimento: conhecer as pessoas com quem se grava, conhecer as ferramentas que podem otimizar a sua imagem, conhecer o local em que você grava, tudo isso ajuda a baixar os níveis de timidez e encarar a gravação com mais tranquilidade.

O caso dos atores é um grande exemplo disso. Bons atores sabem passar emoções, têm grande consciência do que estão fazendo. Têm consciência corporal, vocal e, bons atores mesmo, muita consciência de conteúdo e persona.

Mas você já parou para pensar que o trabalho deles no vídeo depende de uma gama bastante variada de outros profissionais?

Não interessa o quão bem eles estejam passando essas emoções no SET de filmagem, tudo o que ele fizer depende também do enquadramento, da música de fundo, da movimentação de câmera e de uma série de outros fatores.

Pois é, no palco, eles têm total domínio sobre como se movimentar, o quão alto falar, como vão agir e como estão sendo vistos.

O mesmo vale para o professor com a sala de aula e o alto cargo corporativo com a sua equipe e eventos da sua área.

 

Timidez do pós

Existe também um fator psicológico da timidez que não se relaciona com a produção da nossa imagem, com o conforto no SET, mas com a percepção do nosso público.

Reflita: o vídeo se tornou uma ferramenta fundamental nas estratégias de comunicação. Isso porque, através dele, a gente consegue transmitir mensagens para o nosso público-alvo de maneira absurdamente eficaz.

Isso significa, necessariamente, que ter a segurança de falar para a câmera é também uma maneira de se posicionar em relação ao seu produto, à sua ideia, de se expor e de garantir os resultados daquilo que você mesmo oferece.

Criar vídeos é, sim, uma responsabilidade.

É, portanto, compreensível que realizar vídeos tenha se tornado uma prática muito importante e este fato cria uma certa pressão psicológica.

Por isso, é importante também tentarmos mudar a nossa relação com a mídia (vídeo).

Ao invés de percebermos o fato de ser assistido por milhares de pessoas como algo assustador, precisamos entender que esta é uma grande oportunidade.

Precisamos tentar perceber nossos medos não pelo lado do terror, mas de maneira positiva. Explico:

Por um lado ser assistido, reassistido, observado, ter seu conteúdo avaliado, tudo isso é assustador. Mas ao mudar a sua leitura sobre este fato, você vê que essas mesmas situações podem ser vistas como oportunidades para mostrar o seu produto, suas ideias, criar um relacionamento com o seu público.

Você só tem a ganhar!

Eu sei que essa visão Pollyanna pode parecer utopia. Quem tem medo de mergulhar, por exemplo, dificilmente vai conseguir enxergar o mergulho como uma oportunidade.

Mas imagine: Você não acha que mergulhar pode ser uma grande experiência?

É, de fato, a oportunidade de sentir o seu corpo mais leve, experimentar movimentos que em terra você nunca conseguiria fazer, é outra maneira de lidar com os sentidos, com a pressão física do meio, com o próprio corpo.

Você perde todos esses benefícios se não mergulhar, certo? Com a câmera é a mesma coisa.

 

Superando o Medo da Câmera

Isto é muito importante. Você precisa saber que a sua imagem pode ser otimizada e que a câmera é uma grande aliada neste processo.

Pergunte-se: o que será que eu posso fazer para que essa maquininha me favoreça? Ela é praticamente a representação do meu público. Como eu quero que o meu público me veja?

Como vimos, a imagem não é uma instituição intocável, imutável. Você pode e deve obter controle dela.

Não ache que a câmera faz registros fiéis do mundo. Absolutamente. Procure começar a obter as rédeas da situação através do conhecimento.

Chegamos até aqui para tentar desvincular a ideia de que a timidez enquanto qualidade da personalidade de um indivíduo (portanto difícil de mudar) é a grande responsável pelo medo da câmera.

Pelos exemplos, vimos que a sensação de timidez vem pela falta de controle da situação.

Vimos que sentir-se tímido também está relacionado à insegurança de como a sua imagem será percebida e não apenas produzida.

Existe um conforto neste caso. Precisamos ter em mente que ninguém na face da Terra tem controle sobre isto. Mesmo os grandes atores, os grandes comunicadores, diretores, artistas, não conseguem controlar o que será percebido de suas obras.

Mas a função deles – e nossa – é cercar o público de dados que o aproxime do que nós gostaríamos que eles percebessem, sentissem, entendessem.

Por isso, é importante conhecer as possibilidades de controle da sua imagem.

Sendo assim, como não podemos controlar o pós, podemos e devemos controlar o pré.

Entender, debruçar-se sobre os processos e cercar-se de conhecimentos certamente vai trazer segurança e confiança sobre as possibilidades de atuação da sua imagem.

Isso, se não acabar com o seu medo da câmera, vai aliviar um peso e fazer você dar os primeiros passos para superá-lo.

Mas lembre-se sempre de que teoria e prática devem andar juntas. Sem prática não existe evolução.

Então, grave muito. Pratique. Erre, observe, conserte e acerte.

E guarde esta informação: a magia do vídeo é vista apenas no resultado final e não na produção.

 

Conclusão

Depois desta nossa pequena jornada sobre o mundo do Medo da Câmera, espero que você tenha adquirido informações suficientes para alimentar a sua confiança na hora de enfrentar a produção de vídeos.

Como vimos, é preciso mudar a nossa percepção, estarmos atentos, observar e, o mais importante, praticar.

Sendo assim, vamos recapitular o que vimos neste post:

  • O Medo da Câmera vem pela falta de confiança nos resultados dos nossos vídeos;
  • Conhecimento é a chave para obter controle da nossa imagem;
  • Perder a inocência e tomar as rédeas da situação são pontos fundamentais no processo;
  • Livrar-se dos Mitos da Produção de Vídeos é algo que você já deveria ter feito;
  • Obtenha conforto no SET livrando-se da ideia de timidez;
  • Supere a timidez real através da sua percepção de mundo;
  • Não existe mudança sem prática.

Caramba! Bastante informação, eu sei. Mas quero saber o que você acha disso tudo. Ficou alguma dúvida? Algo a mais para ser abordado?

Comente abaixo e me passe um feedback.

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